Minha Jornada como Engenheiro Arquiteto de IA e Sistemas
Curiosidade, Arquitetura e Decisões que Moldam Sistemas Reais
Ao longo da minha carreira, uma pergunta sempre me acompanhou:
Como transformar tecnologia em soluções que realmente funcionam no mundo real?
Essa pergunta surgiu muito antes de títulos, cargos ou especializações. Ela nasceu da curiosidade — aquela inquietação genuína de querer entender como as coisas funcionam por dentro — e foi evoluindo junto comigo, até se tornar o fio condutor da minha atuação como Engenheiro Arquiteto de IA e Sistemas.
Este artigo não é um currículo técnico, nem um manual de ferramentas. É um recorte estratégico da minha trajetória, das decisões que tomei e da forma como passei a enxergar tecnologia como sistemas vivos, e não apenas como código.
O contexto: tecnologia além do código
Desde cedo, tive contato com tecnologia de forma prática. Ainda muito jovem, já explorava computadores, sistemas e estruturas que despertavam mais perguntas do que respostas. Com o tempo, ficou claro para mim que escrever código era apenas uma parte do problema.
O verdadeiro desafio sempre esteve em entender o todo:
- Como sistemas se conectam
- Como decisões técnicas impactam negócios
- Como escalar sem perder controle
- Como manter segurança, custo e governança equilibrados
Essa visão foi se fortalecendo ao longo da faculdade, quando já tinha base em desenvolvimento web, e principalmente na vivência profissional em ambientes corporativos reais, com sistemas legados, restrições orçamentárias e expectativas de negócio bem claras.
Por que a Inteligência Artificial entrou no caminho
A Inteligência Artificial sempre me chamou atenção. Desde o período acadêmico, era evidente que ali existia um potencial transformador. Mas, desde o início, ficou claro para mim que IA não é mágica — e muito menos um fim em si mesma.
O que realmente me interessava não era “usar IA”, mas responder perguntas como:
- Onde a IA realmente agrega valor?
- Qual o custo real dessa decisão?
- O sistema continua sustentável daqui a 2 ou 5 anos?
- Estamos resolvendo um problema ou apenas criando complexidade?
Foi nesse ponto que minha jornada começou a se consolidar: IA sempre como parte de uma arquitetura maior, integrada a produtos, fluxos, dados, pessoas e decisões estratégicas.
A arquitetura como fio condutor da carreira
Ao longo de mais de uma década de atuação, passei por projetos em diferentes segmentos — finanças, saúde, home care, indústria farmacêutica, sistemas governamentais e ambientes corporativos complexos.
Independentemente do domínio, uma coisa sempre se repetia:
As decisões arquiteturais importavam mais do que as ferramentas escolhidas.
Foi aí que aprendi, na prática, que:
- Nem sempre reinventar a roda é uma boa ideia
- Escala sem governança vira caos
- Performance sem observabilidade é ilusão
- IA sem integração vira custo, não solução
Meu papel passou a ser menos “construir tudo do zero” e mais orquestrar soluções, avaliando trade-offs, riscos conscientes, limites técnicos e impacto no negócio.
Experiência além da tecnologia: visão de negócio e pessoas
Antes de consolidar minha carreira em TI, tive uma forte vivência com vendas. Essa experiência moldou profundamente minha forma de pensar sistemas e produtos.
Ela me ensinou a:
- Entender o comportamento do cliente
- Traduzir necessidades em soluções práticas
- Comunicar tecnologia de forma clara
- Conectar decisões técnicas a valor percebido
Essa combinação — tecnologia + negócio + pessoas — foi essencial para que eu evoluísse para posições de liderança técnica, arquitetura e tomada de decisão estratégica.
Riscos, aprendizado contínuo e maturidade técnica
Nenhuma jornada consistente é feita sem riscos. Ao longo do caminho, assumi decisões difíceis, aprendi com erros e refinei minha forma de pensar arquitetura.
O aprendizado nunca parou. Pós-graduações, MBAs, especializações e cursos internacionais sempre tiveram um objetivo claro: ampliar a visão, não apenas acumular títulos.
Hoje, minha atuação como Engenheiro Arquiteto de IA e Sistemas é resultado dessa soma:
- Experiência prática
- Visão sistêmica
- Foco em arquitetura
- Consciência de custo, risco e governança
- Capacidade de conectar tecnologia a estratégia
Reflexão final
Se existe algo que aprendi ao longo dessa trajetória é que bons sistemas não nascem de modismos, mas de decisões bem pensadas, contextualizadas e sustentáveis.
IA é poderosa, sim. Mas seu verdadeiro valor só aparece quando faz parte de uma arquitetura sólida, integrada ao negócio e preparada para evoluir.
Essa é a lente pela qual continuo enxergando tecnologia — e é essa visão que compartilho aqui.
O que vem a seguir
Nos próximos artigos, vou aprofundar temas como:
- Arquitetura de sistemas com IA em ambientes corporativos
- Decisões reais, trade-offs e riscos conscientes
- Integração de IA com sistemas legados
- Governança, custo e escalabilidade em soluções modernas
Se você se interessa por arquitetura, estratégia e sistemas que funcionam no mundo real, fique por aqui.
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